O Mato Grosso direciona grande parte de suas exportações à China, cerca de 44% (US$ 9,6 bilhões de janeiro a setembro de 2025), o que motiva a abertura de seu primeiro escritório internacional, em Xangai. Sendo gerido pela Invest MT, o local será um importante meio estratégico para empresários do estado aumentarem as possibilidades de expansão de seus negócios na Ásia, além de atrair investimentos para o hub. Tal medida potencializa a internacionalização da economia local, eliminando a atual necessidade de intermediários.
Este escritório será direcionado para empresas de pequeno e médio porte, as quais possuam o desejo de exportar e estabelecer parcerias. Vale mencionar que, na pauta exportadora, o principal produto é a soja, depois a carne bovina e o algodão. Segundo o Presidente da Invest MT, Mirael Praeiro, um ponto positivo que essa iniciativa pode trazer é firmar a imagem de sustentabilidade e eficiência do estado. Além disso, Xangai é um local estratégico por sediar a International Import Expo (CIIE), grande feira mundial de importação, sem contar o protagonismo financeiro e logístico da região. Isso pode gerar interesse também em indústrias que queiram estar mais próximas das suas matérias-primas, para facilitar o processo produtivo.
Ademais, vale ressaltar que a agência já teve quatro negociações com grupo empresariais (dois chineses, um irlandês e um argentino), que tinham o objetivo de implantar indústrias, com destaque para uma de aminoácidos de milho no valor de aproximadamente US$ 400 milhões.
Fonte:
CNN Money. Mato Grosso abre escritório em Xangai para ampliar exportações. 2025. Disponível em: <https://www.cnnbrasil.com.br/economia/agro/mato-grosso-abre-escritorio-em-xangai-para-ampliar-exportacoes/#goog_rewarded>.
Fonte: CNA
No último dia 5, na Comissão de Agricultura do Senado, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) destacou que a combinação entre eventos climáticos adversos, como a possível atuação do fenômeno La Niña, e a insuficiência de cobertura de seguros têm elevado significativamente o risco financeiro dos produtores. Segundo a entidade, a inadimplência do crédito rural já alcança 10% nas operações de mercado, ao mesmo tempo em que crescem os pedidos de recuperação judicial. A CNA também estimou que mais de R$ 12 bilhões deverão ser destinados à liquidação de dívidas rurais em 2025, reforçando o alerta para a necessidade de medidas estruturais.
Durante a apresentação, o assessor técnico Guilherme Rios ressaltou que a Resolução 4966 do CMN, que alterou as regras de provisionamento dos bancos, impôs novas dificuldades ao acesso ao crédito rural, tornando as instituições mais rígidas na concessão de financiamentos. Além disso, dados do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) mostraram que apenas 2,19 milhões de hectares foram segurados em 2024, o menor número desde 2007, reflexo da ausência de suplementação orçamentária e da falta de previsibilidade para o setor. A CNA também apontou reclamações recorrentes de produtores quanto à burocracia nos processos de sinistro, altos custos e falta de opções de cobertura.
Como alternativa, a CNA defende que a prioridade deve ser corrigir as fragilidades estruturais do Seguro Rural, em vez de criar novas linhas de crédito emergencial. Entre as propostas estão a ampliação do orçamento do PSR, o fortalecimento do Proagro, a padronização das práticas das seguradoras, maior fiscalização da Susep e a adoção do Zoneamento Agrícola de Risco Climático por Níveis de Manejo (ZarcNM) como ferramenta de gestão de risco. Segundo a entidade, tais medidas são fundamentais para reduzir a inadimplência, melhorar o acesso ao crédito e ampliar a segurança dos produtores, especialmente em regiões com baixa cobertura, como o Matopiba.
Fonte:
CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL (CNA). CNA aborda seguro rural e endividamento no campo. Disponível em: <https://www.cnabrasil.org.br/noticias/cna-aborda-seguro-rural-e-endividamento-no-campo>. Acesso em: 20 nov. 2025.
Conforme o primeiro Prognóstico da Produção Agrícola do IBGE, é projetada uma colheita recorde de soja para o próximo ano. O Gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, mencionou que o estado do Rio Grande do Sul deve se recuperar na produção da cultura, considerando que o estado sofreu perdas, enquanto outros tiveram um bom ano. Carlos abordou, ainda, a importância de monitorar a produtividade do plantio, afirmando que o clima foi favorável, ocasionando um adiantamento do plantio, mas que a escassez de chuva em outras áreas gerou atraso e, até mesmo, necessidade de replantio.
Assim, sinalizou que as projeções são de melhora das chuvas e consequentemente da próxima safra. Desse modo, o que se estima para a soja é uma elevação de 1,1% em comparação ao ano de 2025, o que corresponde a um total de 167,7 milhões de toneladas, aumento de 0,8% no rendimento médio e crescimento de 0,3% na área plantada do produto. Já para a safra agrícola brasileira total, mesmo com a expansão da produção de soja, a projeção é de 332,7 milhões de toneladas, uma diminuição de 3,7% em relação a 2025, o que se trata de um montante menor em 12,9 milhões de toneladas, na visão do gerente do IBGE, o principal fator é a safra ter sido recorde neste ano.
Quanto às culturas com maiores quedas estimadas em produção são: milho (9,3%), sorgo (11,6%), arroz (6,5%), algodão herbáceo em caroço (4,8%), trigo (3,7%), feijão (1,3%) e amendoim em casca (2,1%).
Fonte:
Canal Rural. Safra de soja terá novo recorde em 2026, aponta IBGE. 2025. Disponível em: <https://www.canalrural.com.br/agricultura/projeto-soja-brasil/safra-de-soja-tera-novo-recorde-em-2026-aponta-ibge/>.
A ordem executiva assinada, no último dia 20, pelo Presidente Donald Trump removeu as sobretaxas de até 40% que haviam sido incididas sobre parte dos produtos agrícolas brasileiros desde julho deste ano. Com a decisão, itens como café, carne bovina, frutas e castanhas voltam a entrar no mercado americano sem a tarifa extra, medida que favorece a competitividade do agronegócio brasileiro, visto que reduz os preços de tais produtos no mercado norte-americano.
Segundo a CNN, a retirada das tarifas tem efeito imediato e reverte o decreto que classificava as relações comerciais com o Brasil como “emergência nacional”. O setor produtivo comemorou a mudança, destacando que o café brasileiro vinha perdendo espaço para concorrentes como Colômbia e Vietnã, enquanto a carne bovina também enfrentava custos adicionais relevantes. Para entidades do agronegócio, a decisão reforça a estabilidade do comércio bilateral e abre espaço para recuperar participação no mercado estadunidense.
Fonte:
CNN Brasil. Entenda decisão que coloca fim ao tarifaço dos EUA a produtos brasileiros. 2025. Disponível em: <https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/entenda-decisao-que-coloca-fim-ao-tarifaco-dos-eua-a-produtos-brasileiros/>.
A participação do agronegócio na COP 30, realizada em Belém, gerou opiniões divergentes entre as lideranças do setor. Para alguns representantes, como Eduardo Bastos, da Abag, o agro está sub representado nas discussões centrais da conferência, principalmente pela baixa presença do Ministério da Agricultura na “Blue Zone”, onde ocorrem as negociações decisivas. Segundo ele, a pasta recebeu menos de 20 credenciais, enquanto outros ministérios tiveram centenas. Isso seria prejudicial especialmente para temas estratégicos como o mercado de carbono.
Críticas também recaem sobre a chegada tardia do ministro Carlos Fávaro e as dificuldades de acesso de representantes do agro às áreas principais da COP. Apesar disso, a Agri Zone, espaço dedicado ao setor, tem recebido cerca de 2 mil visitantes por dia e é elogiada pelas demonstrações de tecnologias sustentáveis.
Na visão contrária, Marcello Brito, do Consórcio da Amazônia Legal, afirma que o agro nunca esteve tão presente em uma COP e que a agricultura está no centro das discussões. Para ele, o setor teve ampla oportunidade de apresentar suas soluções a mais de 160 países, e o desafio agora é transformar isso em projetos que atraiam financiamento internacional.
Fonte: Brasil Agro
Fonte:
BRASIL AGRO. Participação do agro na COP 30 denota setor “subrepresentado”. 2025. Disponível em: <https://www.brasilagro.com.br/conteudo/participacao-do-agro-na-cop-30-denota-setor-subrepresentado.html>. Acesso em: 23 nov. 2025.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou as projeções de exportação do mês, indicando um ritmo acelerado de escoamento das principais commodities agrícolas brasileiras no final de 2025. As novas estimativas para soja em grão, milho e farelo de soja superam os resultados esperados anteriormente quanto e os volumes efetivamente embarcados no mesmo período de 2024, reforçando o dinamismo das exportações neste ciclo. A atualização revela que o mês deve se consolidar como um dos mais fortes do ano, impulsionado por condições favoráveis de demanda externa e pelo avanço logístico nos portos.
De acordo com os números revisados, a soja em grão deve alcançar 4,71 milhões de toneladas em exportações, representando um crescimento expressivo de 101,3% em relação a novembro de 2024, quando foram embarcadas 2,34 milhões de toneladas. O farelo de soja também apresenta desempenho robusto, com projeção de 2,68 milhões de toneladas, alta de 55,2% na comparação anual. Para o milho, a ANEC estima uma média de 6,36 milhões de toneladas, avanço de 29,2% frente ao mesmo mês do ano anterior, reforçando a relevância do cereal na pauta exportadora brasileira.
Somados, soja, milho e farelo devem totalizar cerca de 14,04 milhões de toneladas exportadas em novembro, o que corresponde a uma elevação de 54,5% em relação ao volume combinado de 2024. No acumulado entre janeiro e novembro, o Brasil pode atingir 106,18 milhões de toneladas de soja exportadas, enquanto o total das quatro principais commodities monitoradas pela Anec (soja, farelo, milho e trigo) pode chegar a 165,76 milhões de toneladas, registrando crescimento de 3,2% na comparação anual. A entidade ressalta que os volumes ainda podem ser ajustados conforme fatores climáticos e operacionais nos portos, o que pode influenciar o desempenho final do mês.
Fonte:
CompreRural. Anec eleva projeção para exportação de soja, milho e farelo em novembro. Disponível em: <https://www.comprerural.com/anec-eleva-projecao-para-exportacao-de-soja-milho-e-farelo-em-novembro/>. Acesso em: 20 nov. 2025.
As vendas de etanol no estado de São Paulo aumentaram na semana passada, com demanda elevada e oferta pequena nas usinas. Segundo o Cepea, a proximidade do feriado e estoques reduzidos de parte das distribuidoras reforçaram o interesse de compra, mantendo vendedores firmes nos preços.
Entre 10 e 14 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou em R$ 2,8236 por litro, líquido de impostos, alta de 0,85% no comparativo semanal. No caso do etanol anidro, o indicador se manteve estável em R$ 3,2097 por litro. A combinação de maior procura e oferta limitada sustentou as cotações ao longo do período.
Fonte:
CEPEA. Etanol/Cepea: Negócios se aquecem em SP. 2025. Disponível em: <https://www.cepea.org.br/br/diarias-de-mercado/etanol-cepea-negocios-se-aquecem-em-sp-1.aspx>.
As previsões de ventos fortes e chuva intensa no Sudeste deixaram cafeicultores em alerta, mas os impactos foram pontuais. De acordo com o Cepea, as lavouras de arábica não registraram danos significativos, inclusive em áreas da Mogiana, Garça e Sul de Minas.
As chuvas do fim de semana favoreceram o avanço da florada e o desenvolvimento inicial da safra 2026/27. Colaboradores do Cepea indicam que a maior parte da florada já ocorreu e que a continuidade das precipitações será essencial para evitar o abortamento dos chumbinhos e garantir boa formação dos frutos.
Fonte:
CEPEA. Café/Cepea: Clima tem favorecido lavouras de arábica. 2025. Disponível em: <https://www.cepea.org.br/br/diarias-de-mercado/cafe-cepea-clima-tem-favorecido-lavouras-de-arabica.aspx>.